terça-feira, 24 de novembro de 2009

Da razão das coisas

Fico aqui desassossegada a pensar que,
quando o assunto é desejo de escrita,
Não há razão para se ter razão,
pois é só ouvirmos o vento soprar
e o silêncio calar
que os sentimentos assenhoram-se das mãos, tomam conta do espírito...
Momento inefável em que as letras movimentam-se apenas pela emoção
Na vida de um literato as palavras se traduzem em resquícios passionais de uma impressão viva, espécie de perturbação nata,
um sentir desordenado que abraça e envolve a carne
E a escrita passa a transgredir formas, cores, horizontes
Indefinidamente se define em
alma fora do corpo.
desejo desmedido.
gozo e desafio.
Um não eu perfeito permitindo que a mão conduza os sentimentos através das palavras,
dos verbos, dos traços e linhas dessa suave escrita, com sabor de amoras doces...

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